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Protegidos Pelas Estrelas
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Protegidos Pelas Estrelas
Uma historia surpreendente onde identificaremos padrões de comportamentos viciados que repetimos ao longo de varias encarnações a nos induzir e muitas vezes a formatar nossas índoles e comportamentos atuais, encontraremos ainda orientações e ensinamentos dos porques destas vivencias viciosas, que nos ajudarão a encontrarmos saidas para nessa existência transformamos as nossas vidas e evolução espiritual.
 
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Leia um pouco...

“Áurea era a ama de Lady Anne e estavam ocupadas a confeccionar uma manta que agasalharia os guerreiros durante os dias de chuva e nas noites de frio.

- Minha senhora Anne irá responder o bilhete do cavalheiro das colinas do sul? Perguntou a ama.

- Arthur é um galanteador, mas duvido das suas intenções reais.

- Porque senhora? Ele não parece um homem perfeito para consorte?

- Não é isso Áurea, Sir Arthur é um homem afeito às guerras, traz no sangue o gosto pelas batalhas, é um guerreiro, um homem rústico, não creio que tenha a paciência e a devida atenção para o consórcio matrimonial ou para uma família.

- Mas não são todos os homens assim?

Anne riu.

- Minha cara menina, existe homens e homens, alguns lutam pelas defesas dos seus direitos, das suas terras, por causas justas, outros lutam pela luta. Não se iluda com as aparências, nem com os que usam palavras bonitas apenas nos lábios, as palavras bonitas têm que vir do coração.

- Minha senhora, de onde vem essa experiência toda, se não és uma pessoa tão viajada, se pouco saíste dos limites das nossas fronteiras?

- Não sei te dizer, mas creio que as pessoas trazem dentro de si várias sabedorias e vários defeitos, a observação da natureza humana é uma sabedoria que devemos desenvolver para melhor lidarmos com as pessoas.

- A senhora acha então que podemos viver uma vida várias vezes?

- Não sei curiosa Áurea, mas é bom que sejas curiosa e ativa assim, dessa forma um dia também serás experiente, cuide apenas para saber dar limites, para não ultrapassares o bom senso. Quanto a viver várias vidas, não poderia te dizer, mas penso sim, que o Deus que nos gerou não desperdiçaria essa oportunidade de nos fazer experimentar tudo o mais que ele criou, não é? Uma vida apenas não seria o bastante para isso.
Os druidas acreditam na Alma, que busca seu aperfeiçoamento através das vidas sucessivas. Eles acreditam que o homem é o responsável pelo seu destino, pois têm a livre escolha de viver como quiserem, mas de acordo com os atos que pratiquem trarão sempre uma conseqüência, boa ou má. Que temos a ajuda dos espíritos protetores ou maléficos que nos influenciam com conselhos e orientações ou com más intenções que nos levem a atrasarmos a nossa evolução.

-Mas minha senhora os padres dizem que só existe uma oportunidade de nos doarmos a Deus, eles não gostam quando perguntamos sobre esses assuntos, dizem que é uma blasfêmia tentarmos desvendar esses mistérios e nos castigam até quando insistimos.

-É minha cara Áurea, os padres não sabem tudo, são homens, seres humanos como nós, as sabedorias dos nossos antepassados foram sufocadas e os antigos conhecimentos destruídos por eles, mas inda há aqueles que a praticam e as repassam verbalmente, ocultamente.

- A senhora estudou a cultura perdida antes de se tornar cristã, não é mesmo senhora?

- Sim Anne era do gosto de minha mãe, aprendi muitas coisas com os antigos, com os Druidas e com as Senhoras da Magia, mas também com os padres, assim eu mesma criei o meu entendimento sobre Deusas e Deuses.

Senhora Anne quem eram os Druidas?

Os Druidas eram sacerdotes e sacerdotisas dedicados ao aspecto feminino da divindade: a Deusa. Eles entendiam que todas as nossas idéias a respeito da divindade era uma visão humana e imperfeita do divino. Assim, todos os deuses e deusas do mundo nada mais seriam que um só, todos eram idéias nossas partidas do que seria o Ser Supremo, independente de qualquer que fosse o nome que déssemos. Eles não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos, faziam dos campos e das florestas locais de cerimônias e rituais. Gostavam de lugares onde houvesse os carvalhos, arvores sagradas para eles. Eles eram parte da antiga civilização Celta, povo que viveu da Irlanda, na Bretanha Maior e Menor. Lá com eles estudávamos vários conhecimentos humanos, a música, a poesia, medicina das ervas, agricultura, a matemática e estudávamos os astros. Os conhecimentos ocultos, a levitação, a transformação da matéria, a invisibilidade, também ensinos sobre os rituais, estudávamos os quatro elementos e a aplicação de suas forças. Nós as mulheres éramos a imagem da Deusa, a que gera o poder de unir o céu à terra, nascemos com o dom de dar a vida e éramos respeitadas por isso. Mas não quero que toque nesse assunto por ai, a não ser quando estivermos a sós, ou seja, somente quando estivermos apenas nós duas.

- Sim minha senhora Anne, eu sei que é perigoso falarmos abertamente disso.

Então Áurea perguntou.

- A senhora está apaixonada por alguém Lady Anne?

- Acho que tu deverias usar agora aquela sabedoria que te ensinei, minha cara Áurea.

- Qual minha senhora?

- Sobre a curiosidade, de saber os limites para não ultrapassar o bom senso.

- Desculpe minha senhora, me desculpe, mas posso perguntar mais uma coisa apenas?

- Pode Áurea, mas depois vamos nos preparar para dormir, a luz do sol já se foi.

- A senhora disse que Sir Arthur era um homem rústico, que talvez não tivesse paciência para o casamento e para a família, acredita minha senhora haver um homem que possa tratar uma mulher com carinho e dedicação, que saiba cuidar bem da uma família?

- Claro que há, a educação, a vivencia, os hábitos formam as pessoas, portanto podemos dizer que esses fatores podem determinar a forma de ser de alguém, para um lado ou outro da vida, mas há também as qualidades e defeitos que são próprios da índole de cada um, assim há pois, também aqueles que possuem maior sensibilidade para a música, para as artes e também para o amor. O meu pai é um exemplo.

- Sabe então minha senhora desejo encontrar um dia um homem que seja assim carinhoso e que me ame muito.

- Com certeza minha menina. Você já tem um pretendente?

- Mais ou menos minha senhora, vamos dizer que seja apenas um interesse.

Anne, riu e disse.

- Vamos nos deitar agora.
Durante a noite os sonhos chegaram e perturbaram o sono de Anne. No sonho ela corria só, por um intenso nevoeiro, os pés descalços, fugia de um imenso cão negro que estivera muitas vezes próximo de alcançá-la, mas em esforços maiores ela conseguia escapar temporariamente até advir outro ataque. Via-se depois à beira de um precipício, sem saída, quando se virava o cão saltava sobre ela. Nesse instante ela teve o seu sono despertado pelo velho pai.

- O que houve meu Pai? O que o traz há essa hora aos meus aposentos?.................

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